Tuesday, January 16, 2007

Não sei porque você não me deixa amar. Olha para minhas falhas, meu passados, meus amores e me vê incapaz de ser-te fiel. Hoje preciso da primeira pessoa, é necessário sê-la. Devo, pois tenho a obrigação de assumir. Neguei quem sou para te conseguir, nessa ilusão de que fui bem sucedido fiz uma viagem pelas nuvens do Rio de Janeiro, tudo para perto da Guanabara descobrir que toda doçura passada era sereno vespertino e que somente em dias frios seria possível reconhece-lo pela manhã. Aqui estou, escondida nas preocupações da minha vida, aquelas que todos dizem ser mais importantes, mas que não me tiram o sono mais que sua indecisão.

Com impulsos abafados impedida de sentir, me sinto bicho engaiolado em regras, decisões, covardia. Minha primeira pessoa não pode amar. Sou obrigada a largar minha contribuição a vulgaridade para deixar sentimentos fracos aflorarem por impulso. Fotografo teus olhos em minha mente suja e guardo o gosto do teu corpo na minha boca, mas sem deixar teu sorriso virar paixão. Te uso então para vomitar clichês, para deixar-me piegas para parecer mais normal. Deixo meu peito apertado ao lembrar do teu sexo viril entre minhas pernas e me imaginar tua única mulher.

Agora apaixonada, agora frágil embalada por canções de Vinícius ou Chico tento ao menos em meus sonhos e devaneios ser a melhor no teu leito, mesmo proibida de te amar. De que me serve Neruda, de que me serve a lembrança de teus sons? Gemidos ditos de prazer que só me trazem a dor de uma emoção que nunca me deixou sentir.

“Quando te amo, respiro rendas, bordo neblinas.” José P. Di Cavalcanti Jr.

Friday, January 05, 2007

A inocência (O inesperado) / Após a conclusão / A influência (cortejar). Entendeu?

Tenho as três respostas que preciso em forma de sorte e enigma. Chineses!

Quando celebro o natal sou cristão ou pagão? Na dúvida...

Faz uma semana que fumo poucos cigarros.

Depois que o natal passou e Jesus ressuscitou só bebi três latas de cerveja.

Gosto de usar a rede para apoiar meu corpo enquanto escrevo. Agora descobri que gosto de beira de rio.