Wednesday, February 28, 2007

Hoje meu pau é capaz de comer deusas, estrelas, buracos negros. Meu cigarro queima devagar, apaga, reacendo, renasço. Mais uma vez, toda vitalidade de uma criança que fica de pau duro ao toque da mãe, pai, seja lá quem for. Não a ressurreição. O renascimento. Sou capaz de comer um planeta, de alcançar o paraíso com meu sexo. Paraíso de qualquer religião, seja com virgens, anjos, demônios, cerveja, seja lá o que for, seja lá. Com a força de um Katrina, Tsunami ou qualquer coisa capaz de destruir para recriar, matar para deixar renascer. Com a calma de uma brisa foderia galáxias inteiras, sem juízo, razão. Me viciando em drogas que não conheço uma nova vida, nova civilização, uma nova criação do nada, pronto para me aprisionar em novos dogmas. Meu cigarro apaga, meu pau amolece, mesmo assim lamberia até não ter mais saliva, lamberia até perder o paladar, até esquecer outros gostos, até meu corpo aprender a se alimentar de gozo.

Cuspiria a experiência de todos os sulcos. Serei capaz de amar, serei capaz de deixar viver, capaz de deixar seguir, de não pensar em se... Reacendo o cigarro, meu pau volta a sua magnitude, comeria gênios, Einsteins, Galileus. Foderia profetas, artistas. Mataria deuses de prazer. Todo dia... O dia todo. Beijaria quando terminasse, pariria o profano, o santo, o insano, a vida. Nasceria o mundo, não de minhas mão, não meu sopro, meu pneuma, criaria com meu esperma. Farei nascer seres mitológicos do meio de suas pernas, os chamaremos filhos. Pois hoje meu pau é capaz de comer deusas, estrelas, buracos negros, hoje com ele consigo tocar o céu.

1 comment:

Tatis said...

E o céu, onde fica? Você vai comer o mundo? Ou...
Isso tudo é só a metáfora gostosa que você usou pra dizer que se sente foda hoje? ;)

O universo é movido pelo falo mesmo, né?
Adoro tu