Tuesday, August 07, 2007

Sou a tua liberdade. Tua rebeldia. O baluarte do teu império. Sou tudo aquilo que você não é, mas da torre do teu castelo admira com olhos de desejo. Sou tuas noites em claro. Teu grito de Clarice ainda abafado na garganta. Sou teu luxo de mulher. Sou o teu samba engasgado. Tuas baforadas no cigarro pecaminoso. Teu suicídio homeopático. Tua cachaça barata. Sou a tua metamorfose mulher. Sou tua inutilidade. As noites de prazer. Sou as marcas do nosso sexo no teu corpo. Não sou, somente significo. E eu que queria ser somente o teu amor.

Tentando pela segunda vez:

Sou a tua liberdade. Tua utópica rebeldia. O baluarte do teu exército. Sou tudo aquilo que te assusta, mas da torre do teu castelo admira com olhos de desejo. Tuas noites em insone. Teu grito de Clarice ainda abafado na garganta. Sou teu luxo de mulher. Sou o teu samba engasgado em passos vacilantes. Sou o cheiro de cigarro que impregna a roupa. Teu suicídio homeopático. Tua cachaça barata tomada em largos goles em madrugadas vãs. Sou aquela que transita entre tua menina e tua mulher. Sou tua inutilidade. Sou o tesão sufocado por teu pudor. Sou as lembranças do nosso sexo deixada em marcas no teu corpo. Não sou,  só-mente significo. E eu que queria ser somente o teu amor.

6 comments:

Dom said...

Gui Stitch:
eheh, tb não gostei muito, e tudo seu eu acabo comparando com o Amaralto (q foi o seu texto q mais gostei, rs) mas uma coisa é certa, seus textos têm a sua cara, sempre...
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Dom said...

Klaus:
eu achei um pouquinho forçado tb... mas faz parte, meu caro... minhas coisas
só saem forçadas ultimamente...

por e-mail

Dó said...

Paulo Ricardo faria uma música com ele.

Dom said...

Porra Dó eu entendi a crítica, mas não precisava esculachar. rs.

reles soturno said...

"forçado" ? não sei. Uns exageros, uns símbolos talvez desgastados, mas alguma coisa (que n sei determinar) confere uma sinceridade bonita. Sincero, de um jeito incomum, mas sincero.

Dom said...

talvez o "significo"