Wednesday, March 27, 2013

"o atirador"

assumidamente autobiográfico como nada até agora postado nesse blog independente do apelo de namoradas para sofrerem pelo ciúme de algo que não existe simplesmente como disfarce pelo incomodo com o que está aqui dentro: uma vontade subserviente somente aos meus caprichos capaz de viver muito mais do que é possível e por isso escreve. abre os olhos e fita o teto. mais um dia. mas sequer pensa nisso. esta mais preocupado com o automático de sua vida. porra! se é auto biográfico, pra que enrolar não é mesmo? vamos a poesia: tenho um livro que diz: Especial! tenho uma fé que diz: Especial! tenho um amor que diz: Especial! Mentira não adianta. eu e estou preocupado em continuar dormindo ou ir trabalhar. nessa hora não quero nada, simplesmente levanto e vou contrariando os impulsos de ficar. tenho sempre a impressão de se ficar uma só vez nunca vou conseguir voltar. então me levanto e vou. transformo minha responsabilidade com o trabalho no motivo para esse movimento. não me dou conta de que é somente um esforço para preencher essa existência sem sentido. e quando olho meu filho e fico repleto de satisfação. sim, tenho milênios de sociedade gritando que sim: minha vida tem sentido. mas não tem, morro hoje e viro um trauma. espera, talvez se escrever isso em forma de e-mail, ao Klaus por exemplo, ou ao rapha, ou ao eli. isso tudo pode parecer mais sincero: caro klaus eli e rapha, me adiantei e hoje sou pai. sinto muito, isso não dá significado a existência. e mesmo quando gozamos. o não vem. talvez se gozassemos como porcos. mas não é assim. bem, fico pensando no que deixar para traz e nada tem importância. e o que dou importância é independente de minha existência. e se não fossem todas essas religiões que me cercam eu seria sim muito mais feliz. sem dúvida. nada que eu renuncie hoje merece pranto. e nenhum outro ser merece. tenho uma vida medíocre e provavelmente estou fadado a ela. e não me falta esperança de que a vida possa ser boa com isso. muito boa. extraordinariamente boa. toda dentro dessa mediocridade que pode nos servir melhor que qualquer religião. não sei mais onde gostaria de chegar. mas sinceramente gostaria de dizer a vocês que não tenho problemas que valham o sofrimento que posso sentir a partir dele. e que não posso perder nada que me impeça de continuar nessa existência medíocre. mesmo vocês. grandes irmãos. a única coisa capaz de mudar isso é todo ópio do mundo. duvido da existência do universo. duvido da configuração das coisas de das minhas percepções do real. deus está morto.

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